Penalva do Castelo celebrou 30 anos da Feira da Maçã Bravo de Esmolfe

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Penalva do Castelo voltou a ser o centro das atenções com a XXX Feira da Maçã Bravo de Esmolfe, um certame que reuniu autarcas, produtores, instituições regionais e milhares de visitantes para celebrar um dos produtos mais emblemáticos da região.

A sessão oficial ficou marcada por discursos que sublinharam a importância económica, cultural e identitária da maçã Bravo de Esmolfe, bem como os desafios que os produtores enfrentam.

O vice‑presidente da CIM Viseu Dão Lafões, Marco Almeida, destacou o papel da maçã como produto diferenciador e símbolo da região, lembrando que é “a quarta melhor do mundo, para nós, a melhor do mundo” . Sublinhou ainda o trabalho conjunto dos 14 municípios da CIM, referindo o contributo decisivo do Secretário Executivo, Nuno Martinho, que tem conseguido “agregar 14 municípios numa estratégia comum”.

O também autarca de Mangualde reforçou que o crescimento turístico da região em 2025 e 2026 está diretamente ligado à valorização dos produtos endógenos, afirmando que “sabemos que o turismo se consegue através das experiências”  e que a Bravo de Esmolfe é um dos faróis dessa estratégia.

Seguiu‑se a intervenção do presidente da Câmara de Penalva do Castelo, José Laires, que recordou os 30 anos da feira e homenageou os autarcas e produtores que a iniciaram e fizeram crescer. Destacou o papel histórico de Abel Marques, que considerou “o pai da Maçã Bravo de Esmolfe”, e sublinhou a resiliência dos produtores, lembrando que a maçã é “aneira, não produz todos os anos”, defendendo por isso um subsídio diferenciado e seguros agrícolas ajustados às novas realidades climáticas.

O autarca apontou ainda o crescimento da feira, que este ano contou com 650 participantes no trail e caminhada, além do concurso “Delícia Bravo de Esmolfe”, de onde já surgiram empreendedores locais. Agradeceu o envolvimento das associações, bombeiros, voluntários e trabalhadores municipais, que “há meses que andam a organizar este trail”.

Na intervenção final, o presidente da CCDR Centro, José Ribau Esteves, destacou a nova fase das políticas regionais, lembrando que pela primeira vez o país tem entidades do Estado com competências integradas em áreas como agricultura, cultura, educação e saúde. Sublinhou que o desenvolvimento regional depende da soma de esforços entre freguesias, municípios, CIM, CCDR, Governo e União Europeia, afirmando que “o que interessa para fazer políticas de desenvolvimento regional é o poder de cada território, que está nas pessoas”.

Ribau Esteves reforçou a importância dos produtos identitários – maçã Bravo de Esmolfe, queijo Serra de Estrela e vinho do Dão – como instrumentos de diferenciação económica, defendendo que “as coisas boas trazem coisas boas” e que o território deve continuar a valorizar o seu potencial.