O preço do cabaz alimentar essencial voltou a aumentar na última semana, atingindo os 256,26 euros, segundo a mais recente análise da DECO PROteste. O conjunto de 63 produtos considerados essenciais registou uma subida de 70 cêntimos face à semana anterior, mantendo a tendência de encarecimento que continua a pressionar o orçamento das famílias portuguesas.
Desde o início de 2026, o cabaz acumulou um aumento de 14,43 euros, representando uma subida de quase 6%. Em comparação com o mesmo período do ano passado, os consumidores pagam mais 14,50 euros pelos mesmos produtos. A diferença é ainda mais significativa quando comparada com janeiro de 2022, data em que a DECO PROteste iniciou a monitorização dos preços, já que o mesmo cabaz custava menos 68,56 euros, o equivalente a uma subida acumulada de 36,53%.
Entre os produtos que mais encareceram na última semana destacam-se a pescada fresca, com uma subida de 17% para 14,02 euros por quilograma, o atum em posta conservado em óleo vegetal, que aumentou 7% para 1,49 euros, e os medalhões de pescada, também com um acréscimo de 7%, alcançando os 7,83 euros.
Na comparação com outubro de 2025, os maiores aumentos percentuais verificaram-se no carapau, atualmente vendido a 5,82 euros por quilograma após uma valorização de 37%, no bacalhau graúdo, que subiu 34% para 21,86 euros por quilograma, e na couve-coração, cujo preço aumentou 33%, fixando-se nos 1,84 euros por quilograma.
Desde o arranque da análise semanal da DECO PROteste, os maiores aumentos acumulados registaram-se na carne de novilho para cozer, cujo preço disparou 116% para 12,56 euros por quilograma, no bacalhau graúdo, com uma subida de 106%, e na couve-coração, que encareceu 85%. Os dados voltam a evidenciar o impacto persistente da inflação alimentar sobre o custo de vida das famílias portuguesas.

