Mira prepara-se para viver, a partir de amanhã, 22 de julho, mais uma edição das Festas de São Tomé, cinco dias dedicados à celebração da identidade, da cultura e das tradições do concelho. O programa, amplo e diversificado, junta grandes espetáculos musicais, gastronomia, património, animação e momentos institucionais que reforçam o papel central deste evento na vida comunitária mirense. A cerimónia oficial de inauguração está marcada para as 18h00, no Jardim do Visconde, e contará com a presença do Ministro da Presidência, António Leitão Amaro, assinalando o arranque formal daquele que é o maior acontecimento anual do concelho.
Entre os momentos de maior significado encontra-se o Dia das Comunidades, celebrado a 24 de julho, que contará com a presença do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas. Este dia reforça a ligação profunda de Mira às suas comunidades espalhadas pelo mundo, valorizando a diversidade cultural e humana que caracteriza o concelho e reconhecendo o contributo das famílias emigrantes na projeção da identidade mirense além-fronteiras.
No dia 26 de julho, as Festas de São Tomé prestam homenagem à história e à memória dos Palheiros de Mira, numa jornada cultural que inclui a inauguração de três exposições e a apresentação da edição fac-similada da obra Palheiros de Mira – Formação e Declínio de um Aglomerado de Pescadores, da Professora Doutora Raquel Soeiro de Brito, precisamente no ano em que se assinala o centenário do seu nascimento. A presença da autora na sessão confere ao momento um elevado significado cultural e científico, reforçando a importância de preservar e divulgar o património material e imaterial que moldou a identidade do concelho e que continua a ser referência para a compreensão da relação de Mira com o mar, a pesca e as suas comunidades tradicionais.
Com este conjunto de iniciativas, Mira reafirma as Festas de São Tomé como um espaço de encontro entre tradição e contemporaneidade, onde a cultura local, o património, a gastronomia e a participação comunitária se unem para celebrar aquilo que distingue o território e as suas gentes, mantendo viva uma das mais importantes manifestações culturais do concelho.


