O conflito está instalado na corporação de bombeiros de Sever do Vouga.
Um grupo de bombeiros desta corporação tornou público, as mais variadas falhas no funcionamento interno, através de um extenso documento, a situação crítica vivida neste núcleo de bombeiros que responsabilizam a direção da Associação Humanitária, pela falta de gestão operacional, nomeadamente a nível dos recursos humanos e parque de veículos.
Este grupo de bombeiros denuncia que a actual direção não ouve os operacionais do terreno nem promove o diálogo, acabando por tomar decisões que interferem diretamente com a dinâmica dos serviços e que interfere diretamente com a própria organização do Corpo de Bombeiros, deixando claro ainda que a ausência de um gesto formal de reconhecimento ou agradecimento pelo trabalho desenvolvido pelos operacionais em missões que são de elevada responsabilidade e de uma exigência extrema, é um facto lamentável e que muito os desmotiva.
O corpo de bombeiros de Sever do Vouga, denuncia também através do documento, as más condições de conforto que têm no quartel, nomeadamente o frio que sentem, perante a inexistência de qualquer climatização nas áreas comuns, assim como a falta de investimento a nível de camaratas, inclusivamente a falta de armários que são insuficientes considerando o número de elementos da corporação, as camas e colchões indispensáveis para o descanso, apesar de já terem surgido apoios financeiros direcionados a este fim para melhorar as condições, mas na verdade nada foi feito.
A Corporação de Bombeiros da Associação Humanitária de Sever do Vouga pede o apoio e a ajuda da população para que seja feita pressão e a substituição do actual elenco da directivo.
Jornalista: Ana Marques

