Mais de 60 pessoas, entre docentes, estudantes, investigadores e pessoal técnico administrativo e de gestão participaram numa sessão sobre o futuro da mobilidade e do espaço público no Campus Universitário de Santiago, a 10 de março, naquele que foi um momento de diagnóstico colaborativo em que os participantes trabalharam em grupos para identificar desafios, oportunidades e constrangimentos relacionados com a forma como nos deslocamos, estacionamos e utilizamos os espaços comuns do Campus.
O trabalho procurou recolher as experiências e perceções da comunidade académica, discutindo temas como os percursos pedonais e cicláveis, a organização do estacionamento, as ligações entre edifícios e espaços exteriores e as condições necessárias para incentivar modos de mobilidade mais sustentáveis. As ideias e observações foram registadas e sistematizadas como contributos para as fases seguintes do processo participativo.
Do trabalho realizado nesse dia, “tornou-se claro que existe um desejo significativo de evoluir para um campus mais sustentável, com melhores condições para a mobilidade pedonal e ciclável e com espaços públicos mais qualificados, seguros e convidativos para o encontro e a convivência”, frisou o docente e investigador responsável por estas sessões, José Carlos Mota.
“Também emergiu a consciência de que esta transformação implica equilibrar diferentes necessidades — nomeadamente a gestão do estacionamento e a promoção de modos de mobilidade de baixas emissões — e que será necessário criar incentivos e estímulos para favorecer comportamentos mais sustentáveis”, acrescentou.
A base de trabalho desta sessão foi um estudo urbanístico preliminar coordenado pelo docente Frederico Moura e Sá e organizado pelo Laboratório de Planeamento e Políticas Públicas – L3P, centrado na reorganização do estacionamento, da mobilidade e dos espaços comuns do Campus de Santiago.
Esse estudo assenta, por um lado, nos resultados de um inquérito sobre mobilidade realizado entre fevereiro e março de 2025, que recolheu cerca de 1200 respostas da comunidade académica, e, por outro, nos princípios das chamadas Soluções Baseadas na Natureza (Nature-Based Solutions), que procuram integrar mobilidade, espaço público, água e estrutura verde.
A proposta preliminar aponta para uma visão integrada do campus, articulando a mobilidade com a estrutura ecológica existente, valorizando os espaços verdes e a relação com a Ria de Aveiro e reforçando as centralidades e os espaços de encontro e convivência.
Esta foi a primeira de várias sessões que visam promover a construção conjunta, com toda a comunidade académica, de soluções de mobilidade com sustentabilidade, aumentando a sua qualidade, legitimidade e apropriação pela comunidade.
A segunda sessão, a 25 de março, consistirá numa visita exploratória ao Campus, com base no diagnóstico apurado na primeira sessão e em possíveis respostas aos problemas identificados.
Quem já participou na primeira sessão, pode e deve participar nas próximas de modo a dar continuidade às reflexões e contributos partilhados. E quem não participou na primeira sessão pode ainda juntar-se ao processo nesta fase, e contribuir com a sua perspetiva sobre a mobilidade e espaços comuns do Campus de Santiago, explica José Carlos Mota.
Pretende-se que os resultados destas sessões sejam o mais representativos possível de toda a comunidade académica.
O link para inscrição na próxima sessão é: https://forms.ua.pt/index.php?r=survey/index&sid=737341&lang=pt

