AMÉRICAS
A duas semanas do pontapé de saída do Mundial 2026, que se disputa nos EUA, México e Canadá, a Amnistia Internacional lançou uma petição a apelar à proteção dos protestos pacíficos; ao fim das detenções em massa e das deportações; e à proteção de todos contra a discriminação. Intitulada “Mundial 2026: Não ao medo, não à repressão, não às desculpas!”, a iniciativa procura angariar o maior número possível de assinaturas para pressionar o presidente da FIFA, Gianni Infantino, e as autoridades dos países anfitriões para que façam deste um Mundial para todos.
ISRAEL
O mundo ficou chocado com o vídeo que mostra o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, e militares israelitas a humilharem os ativistas da Flotilha Global Sumud no porto de Ashdod, em Israel. As imagens que mostram Ben-Gvir a provocar ativistas solidários detidos são apenas a ponta do iceberg. Embora o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu tenha condenado os vídeos e afirmado que a sua conduta “não está em conformidade com os valores e normas de Israel”, a prática e as provas revelam uma realidade diferente.
EQUADOR
Graças a milhares de pessoas em todo o mundo que participaram na campanha Maratona de Cartas de 2025, foram recolhidas 492 174 assinaturas – 13 568 de Portugal – de apoio à luta das Guerreiras da Amazónia e da União dos Afetados pela Texaco. A campanha exige que as autoridades do Equador cumpram a decisão judicial do Tribunal Provincial de Sucumbíos, de 2021, e eliminem as queimas de gás que continuam a libertar gases tóxicos e a impactar severamente a saúde e o ambiente das comunidades amazónicas.
MOÇAMBIQUE
A Amnistia Internacional considera “extremamente preocupante” o assassinato de Pedro João Chaúque, membro do partido da oposição Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (Anamola), ocorrido na província de Gaza, no sudoeste de Moçambique, a 16 de maio. “As autoridades moçambicanas devem garantir investigações imediatas, exaustivas, independentes, imparciais, transparentes e eficazes dos assassinatos de Pedro João Chaúque e de outras figuras da oposição”, disse Tigere Chagutah, diretor regional da Amnistia Internacional para a África Oriental e Austral.
GLOBAL
As execuções em 2025 atingiram o número mais elevado registado pela Amnistia Internacional desde 1981, com 2707 pessoas executadas em 17 países, revela o mais recente relatório anual sobre a pena de morte. O aumento registado no relatório “Penas de Morte e Execuções 2025” deveu-se a uma minoria de governos determinados a governar através do medo. As autoridades iranianas, principais responsáveis por este pico, executaram, pelo menos, 2159 pessoas, enquanto a Arábia Saudita elevou o seu número de execuções para, pelo menos, 356.

