A Costa Nova voltou a vestir o verão com mesas postas, brasas acesas e o aroma inconfundível da sardinha assada. Abriu o Festival da Sardinha 2026, uma iniciativa da Associação de Pesca Artesanal da Região de Aveiro (APARA) com o apoio do Município de Ílhavo, que até 19 de julho transforma o litoral num grande palco gastronómico dedicado à tradição marítima e às comunidades piscatórias.
Ao longo dos quatro dias de certame, visitantes podem desfrutar de um dos sabores mais identitários da costa portuguesa: a sardinha na brasa, símbolo maior da cultura gastronómica de verão e da relação profunda entre as gentes de Ílhavo e o mar. Mas o festival vai além da gastronomia. A organização pretende afirmar a sardinha como expressão de identidade, memória coletiva e atividade económica essencial, reforçando a ligação entre tradição, pesca artesanal e modos de vida que moldaram a Costa Nova, a Gafanha da Encarnação e toda a região.
Na abertura oficial, o Presidente da Câmara Municipal de Ílhavo, Rui Dias, sublinhou que, apesar da forte associação histórica do concelho à Faina Maior e ao bacalhau, existe outra realidade igualmente marcante: a pesca costeira artesanal. Recordou que esta atividade moldou comunidades, sustentou famílias, preservou saberes e continua a desempenhar um papel relevante na economia local, regional e nacional. O festival, afirmou, é também uma homenagem pública aos pescadores e armadores que mantêm viva esta tradição e asseguram a valorização do pescado.
A sessão contou com a presença de Rita Patrícia Ribeiro, assessora do Secretário de Estado das Pescas e do Mar, Salvador Malheiro, e de João Paulo Lopes, presidente da APARA. Rui Dias destacou o papel da associação enquanto defensora dos pescadores, das suas inquietudes e dos desafios que o setor enfrenta, garantindo a total disponibilidade institucional do Executivo Municipal para trabalhar lado a lado com a comunidade piscatória.

