A décima edição da Feira Farta encerrou este domingo com balanço “claramente positivo” por parte da Câmara Municipal da Guarda. A mudança de local – Pavilhão do NERGA – e o novo figurino do certame marcaram uma edição que juntou 43 freguesias, operadores económicos do concelho, associações e milhares de visitantes, incluindo muitos vindos de Espanha. O vice‑presidente da autarquia, António Carlos Fernandes, sublinha que a feira “mantém a alma serrana, mas ganhou nova dinâmica”, reforçando a projeção territorial da Guarda.
A Feira Farta 2026 terminou com “um sucesso evidente”, afirmou o vice‑presidente da Câmara da Guarda, António Carlos Fernandes, ao fazer o balanço de uma edição marcada pela mudança de local e pela aposta num novo modelo de participação. “Mudámos não só de local, como também de figurino”, recordou, sublinhando que o Executivo teve “o arrojo de transformar a Feira Farta, mantendo a essência das freguesias, mas envolvendo de forma mais forte os operadores económicos do concelho”. Para o autarca, esta conjugação entre tradição e dinamização económica “deu outra vida ao certame”, que registou um fluxo contínuo de visitantes ao longo dos três dias.
António Carlos Fernandes destacou que as 43 freguesias presentes continuam a ser “a alma da Feira Farta”, trazendo para a cidade “os produtos, os saberes e a matriz rural que definem a identidade serrana”. Ao mesmo tempo, o reforço da restauração, das associações e dos produtores locais contribuiu para uma edição mais robusta. “A recetividade tem sido extraordinária, tanto dos operadores como das freguesias e das associações. A feira está a ser um sucesso”, afirmou.
O grande afluxo de público trouxe também desafios, sobretudo ao nível da circulação e do estacionamento. “Tivemos alguns problemas de trânsito, mas é um bom problema: significa que tivemos muita gente”, reconheceu o vice‑presidente, admitindo que, apesar de existirem mais zonas de estacionamento do que no antigo recinto, “não são suficientes”. A autarquia já está a trabalhar em soluções para 2027, incluindo reforço dos transportes públicos e criação de novas áreas de estacionamento. “Projetar a próxima edição começa hoje, no último dia da feira”, garantiu.
O vice-presidente da Câmara da Guarda sublinhou ainda a importância de valorizar o setor primário e a gastronomia local. “É valorizar aquilo que é a nossa matriz: as raças autóctones, as tradições, a cultura, os produtos endógenos. Trazemos o mundo rural à cidade numa perfeita harmonia”, afirmou, destacando que a região precisa de mostrar ao país “aquilo que tão bem faz”. A presença de muitos visitantes espanhóis foi outro ponto positivo. “Temos uma ligação íntima à fronteira e fazemos questão de a reforçar. Os nossos vizinhos são sempre bem‑vindos”, disse, lembrando que a autarquia também participa em eventos no país vizinho, como a Feira da Agricultura de Salamanca.
Para António Carlos Fernandes, eventos como a Feira Farta são essenciais para afirmar o interior. “A cidade come, mas o campo trabalha”, disse, defendendo que é necessário aproximar a população urbana da realidade rural e promover os produtos que emanam das freguesias. “Cada freguesia tem a sua essência e é importante que seja conhecida dentro e fora da Guarda”, acrescentou.
Com a Feira Farta a terminar, a autarquia já prepara os próximos momentos fortes da agenda municipal. “Estamos a trabalhar na Cidade Natal, que este ano terá também novidades, e nas comemorações do Dia da Cidade”, anunciou. O objetivo é manter a Guarda como polo de atração regional, conjugando tradição, identidade serrana e capacidade de inovação. “Queremos que a Cidade Natal seja um evento diferenciador, que aproveite o espírito natalício, o frio da montanha e o aconchego que esta época nos traz”, concluiu.

