Festa da Amendoeira em Flor em Figueira de Castelo Rodrigo arranca este fim de semana

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O município de Figueira de Castelo Rodrigo recebe, nos fins de semana de 27 de fevereiro a 1 de março e de 6 a 8 de março, a Festa da Rainha Amendoeira em Flor, o cartaz turístico mais antigo da região de Ribacôa. Anselmo Ralph, Ana Malhoa, Zé Amaro e Rouxinol Faduncho, bem como bandas e artistas locais completam o programa de animação.

O evento reúne natureza, cultura e as tradições deste concelho raiano. A autarquia local preparou um programa diversificado, com iniciativas desportivas, atividades culturais e mostra de produtos regionais, aliados a atuações de artistas de renome no panorama musical português e da nossa música tradicional, que vão decorrer no recinto da feira, numa tenda que garante o conforto e a comodidade de produtores e visitantes.

Para o presidente da Câmara, Carlos Condesso, esta festa “é muito mais do que um evento turístico”, que visa “atrair visitantes e dinamizar a economia local, mas o objetivo principal é sempre valorizar o território, dignificar o setor primário e mostrar que há um potencial enorme no interior”.

Gazeta Rural (GR): A Festa da Amendoeira em Flor é uma aposta na atração de visitantes, mas, especialmente, no território?

Carlos Condesso (CC): Sem dúvida. A Festa da Amendoeira em Flor é muito mais do que um evento turístico. É uma celebração da nossa identidade, das nossas raízes e do trabalho dos nossos agricultores. É o cartaz turístico mais antigo da zona de Ribacôa e um orgulho para

todos os filhos da terra. Claro que queremos atrair visitantes e dinamizar a economia local, mas o objetivo principal é sempre valorizar o território, dignificar o setor primário e mostrar que há um potencial enorme no interior.

GR: O cartaz de espetáculos é uma aposta forte nas comemorações dos 85 anos do certame?

CC: Sim, os 85 anos são um marco de registo e merece ser celebrado devidamente. Apostámos num cartaz diversificado que vai ao encontro de todas as gerações, seja com a aposta musical, as atividades culturais e desportivas, e também a promoção gastronómica. Queremos que esta edição deixe a sua marca a quem nos visita.

GR: O que mais destaca do programa nos dois fins de semana?

CC: Destaco a articulação entre a componente cultural, desportiva e a valorização dos produtos endógenos, com a amêndoa como protagonista. Teremos, naturalmente, a caminhada e o BTT pelos campos floridos, momentos que celebram a natureza em festa e o nosso património ambiental. As habituais provas gastronómicas com amêndoas, a venda de produtos regionais e os espetáculos musicais completam esta oferta diversificada. Iremos também ter a Feira do Almendro, em Barca D’Alva, que há muitos anos junta Portugueses e Espanhóis.

Vamos ainda, para além do II Festival de Folclore, inovar e trazer um desfile de moda denominado ‘ReVestir’, mostrando a importância da reutilização e renovação de materiais. É fundamental unir tradição e inovação, celebrando simultaneamente a riqueza natural da nossa região.

GR: Qual é a realidade atual e que peso tem este setor no concelho? Tem havido aumento da área de plantação de amendoal?

CC: O amendoal tem um peso histórico enorme no nosso concelho e, felizmente, tem registado um crescimento significativo nos últimos anos. Temos assistido a um aumento da área de plantação, com novos investimentos em amendoal em locais que outrora estavam sem uso, o que mostra confiança no setor.

A amêndoa representa uma fatia importante da economia agrícola local, com reflexos no emprego, na transformação e na comercialização. Ainda há muito caminho a fazer, mas a tendência é bastante positiva.

Aliado a isto, a Câmara Municipal incentiva a plantação de amendoeiras no concelho, através do programa “Figueira + Verde”, que permite atribuir um valor de 2,5 euros por pé, até um limite máximo de mil euros por plantação.

GR: Que problemas que o setor primário do concelho enfrenta?

CC: Os desafios são conhecidos e não se restringem à nossa região. Seja o envelhecimento da população agrícola, a dificuldade de escoamento e comercialização a preços justos, a falta de mão-de-obra em determinadas épocas e os custos de produção elevados.

O nosso papel enquanto autarquia é facilitar, apoiar e criar condições para que o setor primário seja verdadeiramente sustentável e atrativo para as novas gerações, porque somos e seremos um concelho orgulhosamente de base agrícola.

Como tal, estamos ao lado de quem investe no setor primário no concelho, apoiando a aquisição de equipamentos agrícolas, ligações de propriedades agrícolas à rede elétrica, extração de água em propriedades agrícolas, recuperações de entradas e vedações, e ainda nas obtenções de denominação de origem protegida e controlada.