A presidente da Câmara, Carla Antunes Borges, e o presidente do Conselho Diretivo da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), Pedro Portugal Gaspar, inauguraram na tarde desta segunda-feira (07 de julho) o Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes (CLAIM) de Tondela.
A cerimónia contou ainda com a presença dos vereadores do executivo, do presidente e membros da Assembleia Municipal e de vários presidentes de junta e de representantes de outras entidades.
Na inauguração, a presidente da Câmara fez questão de destacar “a importância do momento” que se estava a viver e que se traduz na criação “pela primeira vez de uma resposta destinada à comunidade de migrantes do concelho”.
“É uma comunidade muito diversificada, de várias nacionalidades e que, por isso mesmo, tem necessidades diferentes. O nosso principal objetivo, a par de uma resposta muitíssimo importante que conseguirmos dar, é a criação de emprego para esta comunidade”, defendeu Carla Antunes Borges.
O CLAIM de Tondela funciona no Largo da República, em frente à Câmara Municipal, no espaço que já acolhe outras respostas sociais do município, nomeadamente a equipa Metas, que faz o atendimento e acompanhamento social de pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade, exclusão e emergência social e dos beneficiários de Rendimento Social de Inserção (RSI).
No entender da autarca, o facto de o CLAIM e de os serviços socais trabalharem no mesmo local “vai ser um sucesso”, porque “vai permitir dar uma resposta integrada às várias necessidades que a população precisa”.
Já o presidente da AIMA explicou que este novo serviço foi criado a pensar na nova realidade da migração em Portugal, com a vinda da população imigrante e que acarreta dois desafios. O primeiro é “a legalização e a regularização documental”.
“Ultrapassada esta fase surge um segundo momento de médio longo prazo que é o desafio da integração, que não se esgota na atribuição de um documento, de uma autorização de residência, de um cartão”, argumentou.
Pedro Portugal Gaspar considerou que essa integração é diferente nos grandes centros e em municípios do interior do país, como Tondela, daí ter defendido a criação de respostas diferenciadas em função do local.
“Temos de saber acolher com benefícios para ambos os sentidos, seja para a população residente seja para a população migrante”, alegou.
O CLAIM de Tondela é o 170º a entrar em funcionamento no país. Segundo o responsável máximo da AIMA, as autarquias locais são “o parceiro privilegiado” deste projeto.
Nos últimos tempos o concelho de Tondela tem vindo a colher uma diversidade crescente de cidadãos migrantes, com destaque para cidadãos oriundos do Brasil, Angola, S. Tomé e Príncipe, Índia, Cabo Verde, Ucrânia e Argentina.

