Trancoso volta a celebrar a Feira de São Bartolomeu com Carminho, Plutónio, Bárbara Bandeira e Xutos & Pontapés

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Trancoso prepara-se para viver mais uma edição da Feira de São Bartolomeu, a mais antiga feira franca do país, cuja história remonta a 1273 e que, ao longo dos séculos, se tornou um dos símbolos culturais mais fortes da Beira Interior. A cidade muralhada, onde o passado medieval convive com a vitalidade contemporânea, recebe novamente milhares de visitantes para um certame que combina tradição, identidade e uma programação musical que atravessa géneros, gerações e públicos. Com bilhetes acessíveis — entre quatro e cinco euros — e um ambiente que mistura história, festa e comunidade, a feira afirma-se como um dos grandes encontros culturais do interior português.

A abertura, esta sexta-feira, fica a cargo de Carminho, uma das vozes mais marcantes do fado contemporâneo. A artista, reconhecida pela capacidade de unir tradição e modernidade, inaugura o palco com a intensidade interpretativa que a tornou uma referência nacional e internacional. A noite promete ser de emoção e de reencontro com o fado, num cenário onde a muralha de Trancoso parece amplificar cada verso.

No dia seguinte, o certame recebe Bárbara Tinoco, uma das figuras mais populares da nova música portuguesa, conhecida pelas letras emotivas e pela estética pop que conquistou o público com temas como “Antes dela dizer que sim” e “Chamada não Atendida”. A presença da cantora reforça a aposta da feira em atrair públicos jovens e diversificados, mantendo a ligação entre tradição e contemporaneidade.

A 9 de agosto, Trancoso volta a ser palco de um dos momentos mais identitários da programação: o XXXVII Festival de Folclore da Associação Cultural e Recreativa de Trancoso, que reúne ranchos de várias regiões de Portugal e de Espanha. É uma tarde dedicada às raízes, às danças tradicionais, às concertinas e aos trajes que contam histórias de território e memória. À noite, sobem ao palco os Marotos da Concertina, grupo dedicado à música popular e tradicional, com forte presença de concertinas e repertório de festas e romarias, num ambiente que recupera a essência das celebrações comunitárias.

Um dos cabeças de cartaz desta edição atua a 10 de agosto: Plutónio, nome incontornável do rap e do hip-hop português, que combina rap, R&B e sonoridades urbanas numa estética que tem marcado a música nacional. A sua presença traz à feira uma energia distinta, urbana e contemporânea, reforçando a diversidade da programação.

No dia 11, o palco recebe Zé Amaro, que traz a sua música country adaptada ao público português, com influências da música popular e uma estética que tem conquistado fãs em todo o país. Para 12 de agosto está reservado um dos momentos mais aguardados: o concerto dos Xutos & Pontapés, banda icónica do rock português, fundada na década de 70 e responsável por clássicos como “A minha casinha” e “Contentores”. A noite promete ser de celebração, memória e comunhão entre gerações.

A 13 de agosto, a banda ÁTOA traz a sua sonoridade pop-rock, com sucessos como “Distância” e “Pouco de Sol”, reforçando a aposta em artistas que dialogam com públicos jovens. No dia seguinte, 14 de agosto, o fado regressa a Trancoso com Raquel Tavares, reconhecida pela intensidade interpretativa e pela fidelidade ao estilo tradicional.

O penúltimo dia da feira, 15 de agosto, recebe Bárbara Bandeira, uma das artistas mais populares da atualidade, com uma estética que mistura pop, R&B e música urbana, num concerto que promete atrair uma vasta audiência. Para fechar o certame, a 16 de agosto, realiza-se um baile popular, recuperando a essência das festas comunitárias que marcam o verão no interior do país. Depois de cada concerto, a festa prolonga-se com atuações de DJ’s até de madrugada, mantendo viva a energia da feira.

O bilhete geral custa 18 euros, enquanto os ingressos para os concertos de Carminho, Bárbara Tinoco, Plutónio e Xutos & Pontapés têm o valor de cinco euros. Os restantes espetáculos custam quatro euros, e no dia do Baile Popular a entrada é gratuita, reforçando o caráter inclusivo e comunitário da Feira de São Bartolomeu.