O Pavilhão Multiusos de Vilar Formoso é o palco da XVII Feira de Caça, Pesca e Desenvolvimento Rural, que vai acontecer de 30 de janeiro a 1 de fevereiro. O evento, organizado pelo Município de Almeida, promove o turismo cinegético, os recursos e as potencialidades do território, assim como o turismo gastronómico com especial destaque para produtos endógenos e pratos de caça e pesca. A Feira apresenta um espaço expositivo de mostra e venda de artigos de caça e pesca, artesanato, produtos agroalimentares, exposição de árvores e de plantas autóctones, exposição de cães de matilhas, exposição de pesca interativa e educação ambiental, taxidermia de aves e mamíferos e mostra de maquinaria agrícola.
O presidente da Câmara de Almeida avançou à Gazeta Rural algumas novidades, como uma exposição que mostra os 20 mil anos da caça em Portugal. António José Machado está convicto que esta edição do certame “será mais um êxito”, destacando a importância do turismo cinegético e a gastronomia associada para o concelho e para aquela região da Raia.
Gazeta Rural (GR): Que novidades oferece a edição deste ano?
António José Machado (AJM): As novidades têm sempre a ver com as exposições que fazemos.
Este ano, quisemos fazer uma exposição que mostra os 20 mil anos da caça em Portugal. A novidade principal é que, à experiência, não vai haver o mercado mensal, habitualmente realizado ao sábado, que este ano se vai realizar noutra altura. É uma experiência nova, um pedido feito pelo comércio e pela restauração local, que assim passa a ter dois fins de semana com muito movimento e nós também quisemos fazer essa experiência. Vamos ver como a feira vai correr, porque é um evento que já está consolidado. Esperamos que seja novamente um êxito, com muitos visitantes a virem a Vilar Formoso.
GR: Quantos expositores vão estar na feira?
AJM: A totalidade dos expositores, nas diversas áreas, vai passar a centena. Serão 103 expositores, ligados à área da caça, pesca, artesanato e gastronomia. As tasquinhas e bares também vão estar presentes na tenda principal, onde fica o palco “Fronteira da Paz”, que vai receber os concertos e a animação com maior dimensão. Além disso, vai haver animação em toda a feira.
GR: O certame vai continuar a receber nomes grandes no panorama musical nacional?
AJM: Sim, vamos ter três dias com um programa aliciante. Fazemos sempre questão de ter grupos locais, este ano com o ‘Levante’, grupo que tem feito atuações noutras organizações.
Para os mais jovens, teremos no dia 30 de janeiro os “Wet Bed Gang” e DJ Morfal, um grupo local.
No dia 31, vamos ter as tunas académicas a atuarem durante o dia, à noite atuará a Vera Nunes, uma fadista natural de Vilar Formoso, que antecipa o concerto do conhecido artista Matias Damásio, seguido da banda “Kiss Kiss Bang Bang”. No dia 1, teremos a atuação de grupos locais e os “Taconeiros da Raia”, um grupo internacional transfronteiriço, formado por portugueses e espanhóis, de sevilhanas. Depois, para concluirmos com a “cereja no topo do bolo”, teremos o concerto dos “Àtoa”, para fechar esta edição da feira, que espero seja novamente um êxito.
GR: A caça continua a ser um polo de atração ao concelho?
AJM: Sim. Fizemos um trabalho de desenvolvimento com todas as associações de caça, lançámos o programa anual das atividades mais importantes que são desenvolvidas
em cada uma das associações. Vamos ter novamente, associados ao evento, diversas organizações, que decorrerem durante os fins de semana que antecedem a feira.
No âmbito do evento, vamos manter as montarias ao javali, organizadas pela Associação de Caçadores e Pescadores da Ribeira dos Cadelos e Associação de Caçadores da Senhora do Mosteiro e Santiago”, da Associativa Junça e Naves. Nesse mesmo dia, inicia a Prova de St. Huberto, organizada pela Associação de Caça e Pesca do Planalto do Côa, que vai decorrer no dia 31 janeiro e 1 de fevereiro. As duas largadas de perdizes decorrerão no dia 31, dos Clubes de Caça e Pesca de Almeida e Vilar Formoso, provas que têm sempre uma procura muito grande.
Devo referir também que, dentro da organização, está formada uma rota gastronómica
pelos restaurantes e pastelarias do concelho de Almeida, que vão estar preparados para receber os visitantes, com gastronomia desta época de inverno.
GR: Para os amantes dos pratos de caça, é uma boa altura para ir ao concelho?
AJM: Sim, mas têm sempre a possibilidade de ir a cada uma das 19 tasquinhas que vão estar na feira, para poderem degustar os produtos de caça e pesca, mas também aos restaurantes no exterior do recinto. Todos têm pratos de caça e pesca, quer produtos gastronómicos que os mais caracterizam, como por exemplo pratos que foram desenvolvidos na restauração do concelho, como o Bacalhau à Fronteira da Paz, ou o cabrito e pratos associados a esta época de inverno. Há também a oportunidade de degustar estas iguarias em cada um dos restaurantes aderentes. É só fazer a melhor escolha.

