No Douro e no Dão, entre paisagens esculpidas pelo tempo e pela mão do homem, nascem vinhos que são mais do que expressão de terroir , são declarações de respeito, legado e continuidade. Para assinalar o Dia do Pai, a 19 de março, a Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo e a Taboadella propõem duas referências de exceção, criadas para celebrar a herança que se transmite de geração em geração.
São vinhos de homenagem, perfeitos para presentear o melhor pai do mundo.
Dos socalcos trabalhados pelo homem nas margens do rio Douro surge o Aeternus, proveniente de uma emblemática parcela de 2,5 hectares que integra a vinha centenária plantada em terraços pré-filoxéricos. A referência é símbolo de veneração à figura e à obra eterna de Américo Amorim, o homem, o empreendedor, o pai. Vinho que personifica e imortaliza a memória de uma figura incontornável, nasce para consagrar, reconhecer e comemorar este e todos os pais.
Declarado em anos de excelência inquestionável, é resultado de uma produção muito baixa e, por isso, um vinho exclusivo cuja colheita mais recente data de 2022. As uvas que estão na sua origem foram alvo de uma intervenção enológica mínima, em respeito pelo património genético local e pelo carácter ancestral da parcela.
De cor rubi profunda e intensa, apresenta reflexos vivos no rebordo, sugerindo juventude e um grande potencial de guarda. Aromaticamente complexo e envolvente, tem notas iniciais de fruta (ameixa, cassis e amora silvestre), mas também nuances de especiarias finas, como tabaco delicado e um cacau subtil. Com a oxigenação no copo, surgem sugestões de trufa, xisto e um elegante fundo balsâmico. Em boca tudo se confirma: é um vinho feito de sofisticação, volumoso e equilibrado,
pontuado por taninos sedosos e firmes, profundo e com uma acidez fina e bem integrada. O final é longo e envolvente.
A fazer companhia ao Aeternus na lista de sugestões de presentes memoráveis está o Grande Villae Branco da Taboadella, um monocasta. Encruzado também do ano 2022. No coração granítico do Dão, entre os vales do Pereiro e do Sequeiro, este Grande Villae Branco expressa a identidade pura da Taboadella. Um vinho de território, sem filtros e frontal naquela que é a sua essência, tal como os afetos mais genuínos.
Detentor de complexidade aromática, no copo mostra-se firme, marcado por uma textura sedosa e pela finíssima linearidade e frescura que o caracterizam. Cerca de 20% do vinho fermentou e estagiou em cimento, e 80% estagiou em barricas novas de 500 litros de carvalho francês, num total de 10 meses. A mineralidade granítica é omnipresente e o final de boca longo e demorado.
Tanto o Aeternus como o Grande Villae Branco prometem surpreender na forma de prendas distintivas, símbolos de devoção e respeito, ideais para celebrar e assinalar um dia feito para pais e filhos.
Neste Dia do Pai, mais do que oferecer um vinho, a proposta é oferecer tempo. Abrir uma garrafa, iniciar uma conversa, partilhar memórias, celebrar ensinamentos silenciosos e brindar ao que permanece.
Aeternus 2022 e Grande Villae Branco 2022 não são apenas sugestões de presente, são símbolos de devoção, respeito e continuidade. Vinhos que honram o passado e brindam ao futuro.
QUINTA NOVA DE NOSSA SENHORA DO CARMO
Um saber antigo de gerações que constitui a inspiração para a criação de grandes vinhos
Na sub-região do Cima Corgo, os 120 hectares da Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo abraçam a margem direita do rio
Douro – tradicionalmente mais solarenga e também mais valorizada – ao longo de 1,5 km, com uma mancha única de 85
hectares de vinha enquadrada no património mundial da UNESCO. Referenciada desde a primeira demarcação pombalina,
em 1756, esta é uma quinta secular detentora de um terroir único e especial. Propriedade da Casa Real Portuguesa até 1725,
tornou-se uma “quinta nova” pela junção de duas quintas numa só. Durante os séculos XVIII e XIX, viveram aqui várias
famílias portuguesas que deram vida à vinha e ao vinho, aos pomares de fruta (que, vedados por muros altos, eram uma das
riquezas da propriedade, ainda hoje harmoniosamente enquadrados nos patamares de vinhas), à azenha junto ao antigo
olival e à ribeira que atravessa a quinta, numa época importante na agricultura de subsistência do Douro. Data também de
1764 a adega, uma das mais antigas do Douro, um conjunto de edifícios tradicionais com largas portas de madeira por onde,
no passado, passavam as pipas de Vinho do Porto para os carros de bois. Logo ao lado, a casa senhorial oitocentista (que
hoje dá lugar à Winery House da Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo, membro da Relais & Châteaux, a única unidade a
integrar a cadeia internacional no Douro), com a capela que data de 1765. A Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo
Winery House tem 11 quartos, um restaurante – o Terraçu’s –, e muitos outros recantos únicos.
TABOADELLA
A alma romana e uma mancha única de 42 hectares de vinha
Silvã de Cima situa-se no coração da Região Demarcada do Dão, sub-região de Castendo e é aqui que encontramos a
Taboadella, um lugar de origens muito antigas e futuro promissor. Esta mancha única de 42 hectares de vinha, entre o Vale
do Pereiro e o Vale do Sequeiro, marcada por um planalto triangular que se desenvolve entre as cotas de 400 a 530 metros,
caracteriza-se por encostas suaves pendentes para o quadrante sudoeste, com uma exposição solar privilegiada a sul e
poente. O maciço montanhoso protege a vinha da massa de ar marítimo do Atlântico e dos ventos agrestes de Espanha,
resultando num clima de transição entre o marítimo e o continental aparentemente temperado. Aqui, a vinha tradicional não
é regada, num sistema bastante sustentável de dry farming, perpetuando a qualidade ancestral e a tipicidade das 26
parcelas, em transição para produção em modo biológico, caracterizadas por uma densidade média de 4000 plantas por
hectare e uma produção média de 5200kg por hectare.
O coração da Taboadella encontra-se nas castas antigas e nas videiras-mãe: Jaen, Touriga Nacional, Alfrocheiro e Tinta
Pinheira que toda a vida deram origem a novas estacas contribuindo para o encepamento original, provenientes de videiras
muito resistentes e perfeitamente adaptadas ao lugar. Nos anos 1980 a vinha foi parcialmente replantada, introduzindo-se
novas castas como a Tinta Roriz e o Encruzado, o Cerceal-Branco e o Bical. Hoje, a idade média das videiras é de 30 anos, mas
algumas já atingiram um século de idade. Os cerca de 42 ha de vinha são atualmente compostos por 29ha de castas tintas e
13ha de castas brancas. A par das vinhas e da adega, uma das obras de arquitetura mais emblemáticas da região desenhada
pelo arquiteto Carlos Castanheira, a propriedade integra ainda a Wine House, o ponto de partida para a descoberta da vinha
e dos vinhos da Taboadella, e a Casa Villae, uma habitação senhorial de 8 quartos, convertida num alojamento muito
especial, inédito na região e disponível para aluguer em regime de exclusividade

