Catarina Meneses defende empoderamentofeminino no Congresso Nacional do PS

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A líder da concelhia de Vouzela do PS, Catarina Meneses, marcou presença no 25.º Congresso Nacional do partido, que decorreu em Viseu, onde protagonizou uma intervenção centrada na defesa dos direitos das mulheres e no reforço do seu papel na sociedade.
Num discurso dirigido aos militantes socialistas, a dirigente destacou a importância de ir além da retórica política, questionando a coerência entre os princípios defendidos publicamente e as práticas quotidianas. “Somos todos e todas socialistas, professamos a defesa intransigente dos direitos das mulheres, mas quantos de nós praticam esse empoderamento fora das portas deste Congresso?”, interrogou.
Catarina Meneses sublinhou que a afirmação dos direitos das mulheres exige uma transformação profunda da sociedade, classificando-a como “uma revolução sociológica e uma rebelião social”, que não se esgota em gestos simbólicos ou eventos pontuais. Criticou ainda práticas que, na sua perspetiva, desviam o foco da luta feminista, nomeadamente a objetificação, defendendo que tais comportamentos não contribuem para a igualdade.
Ao longo da intervenção, lançou várias questões à plateia, incentivando à reflexão sobre atitudes do dia a dia, desde o apoio às mulheres no seu percurso pessoal e profissional até à forma como se constroem relações e se valoriza o mérito feminino. Alertou também para a persistência de rivalidades e julgamentos entre mulheres, que considerou incompatíveis com os valores do
socialismo.
Na parte final do discurso, apelou a uma mudança concreta e próxima das comunidades, defendendo que a transformação deve começar “na nossa rua, no nosso local de trabalho, na nossa aldeia ou cidade”. Dirigindo-se diretamente ao também socialista João Azevedo, atual presidente da Câmaras Municipal de Viseu, propôs que o seu território se afirme como uma “cidade
feminista”, assumindo-se como referência nacional na promoção da igualdade.
A intervenção foi recebida com atenção pelos congressistas, reforçando o debate interno sobre igualdade de género e o papel do partido na promoção de políticas e práticas mais inclusivas.