Ministro da Agricultura defende reforço do LEADER e “direito a ficar” nos territórios rurais

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José Manuel Fernandes defendeu, em Vila Verde, o reforço do financiamento do LEADER no próximo quadro europeu, para 2028-2034, e a recuperação da abordagem multifundos. O ministro da Agricultura considera os Grupos de Ação Local essenciais para o desenvolvimento rural e para criar condições que permitam às populações permanecer nos seus territórios.

No encerramento da Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural “LEADER: a política que transforma territórios”, promovida pela Federação Minha Terra, o ministro da Agricultura destacou o conhecimento e a experiência acumulados pelos Grupos de Ação Local (GAL). “Os Grupos de Ação Local conhecem a força das especificidades de cada território e as mais-valias locais”, afirmou José Manuel Fernandes, salientando a capacidade destas estruturas para “valorizar a força das nossas raízes, inovar, desenvolver e dar condições a quem transforma os recursos locais em oportunidades”.

O governante defendeu o reforço do financiamento do LEADER no quadro comunitário 2028-2034 e a recuperação da abordagem multifundos, permitindo uma maior articulação de diferentes instrumentos de financiamento nas estratégias locais. José Manuel Fernandes deixou também uma crítica às opções tomadas pelo anterior Governo relativamente ao FEDER e ao FSE e vincou a importância dos GAL no futuro das comunidades rurais. “Não podemos desperdiçar o conhecimento, a proximidade e a experiência dos GAL. Eles são essenciais para o desenvolvimento rural e para o direito a ficar”, sustentou.

Para o ministro da Agricultura, combater a perda de população passa igualmente pela existência de condições que possibilitem a permanência das pessoas nos territórios. “Quem quiser deve ter o direito de poder viver, trabalhar e constituir família na sua terra”, afirmou.

A conferência ficou ainda marcada pela entrega ao professor José da Mota Alves, fundador e antigo presidente da ATAHCA, do diploma da Medalha de Honra da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, distinção atribuída na Festa das Colheitas e que reconhece o seu contributo para o desenvolvimento rural, a valorização das raízes e a criação de oportunidades no território.